A Picture of Grace

Sinner Saved by grace

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Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.
Palavras da Bíblia Sagrada

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O “Plano B”

“Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Isaías 55:9)


A frase é corriqueira, e até certo ponto verdadeira: “Deus tem um plano para a sua vida!” De fato, Ele escreveu uma história para cada um e, desde que abramos nossos corações e nos coloquemos à sua disposição, aquilo que nos foi preparado há de acontecer. Engana-se, porém, a pessoa que pensa que o tal “plano” é para que a sua vida dê certo - do ponto de vista humano, terreno. Nem sempre obedecer a Deus e cumprir aos seus ordenamentos será confortável para nós.

Deus é infinitamente maior que nós, Sua visão alcança toda a face da Terra, e Ele sabe de tudo o que acontece por aqui. Nós somos limitados, e não conseguimos enxergar o “sistema” todo. Deus criou o homem e desejava que ele obedecesse ao único mandamento que havia determinado. O “sistema” deveria funcionar harmoniosamente, de modo que vivêssemos plenamente, em contato com o Criador, sendo felizes e livres de todo tipo de pecado. Uma atitude em desacordo com a Sua vontade trouxe perturbação à obra, e entrou em vigor o “plano B”.

Ao invés de harmonia, a palavra que agora nortearia o mundo seria salvação. Esse é o “plano B”. A maneira como Deus criou o mundo não foi para salvar vidas porque não havia perdição, mas para vivermos com Ele, por Ele e para Ele. Quando isso se tornou impossível, o projeto foi modificado. Até Jesus, o Filho, foi enviado com essa finalidade - de buscar e salvar o que se havia perdido. E é dentro do “plano B” que estamos inseridos. O correto, do meu ponto de vista, é dizer que Deus tem um “sub-plano” para cada vida, pois não há nada que traspasse o desejo que Ele tem pela salvação de suas criaturas.

O que por vezes me incomoda é o fato de ouvir pessoas pregando que “se você está sofrendo é porque certamente está em pecado”. NÃO! Se assim fosse, os grandes homens de Deus não sofreriam (como sofreu Abraão, José, Moisés, Jó, Elias, Daniel, Hananias, Misael e Azarias, Pedro, Paulo e tantos outros). A lógica de Deus é diferente da nossa, pensamos que para estar no centro da vontade de Deus tudo precisa dar certo para nós. Talvez seja o contrário. Todos esses homens citados sofreram para que Deus, por fim, fosse glorificado. 

Se ainda lhe parece confuso, eu explico. Deus não se importa, especificamente, com o seu bem estar ou com o meu. Ele enxerga um mundo interligado, em que uma atitude modifica todo o resto, e que se for preciso sacrificar uma “peça” do tabuleiro para que Seu plano seja executado, Ele sacrificará. E aqueles que se dispõe nas mãos de Deus na maioria das vezes são as peças sacrificadas. O individual para Deus não é a prioridade, e sim o coletivo. 

É claro que Ele ouve as nossas orações, que não nos submete à provas insuportáveis, que Ele nos alegra, nos cura, nos conduz. No entanto, o mais importante é o plano principal de Deus que nós, enclausurados no egoísmo, não vemos - ou não queremos ver. Sofrer faz parte do processo, e isso não é uma historinha para acalmar corações atribulados. É a verdade. Se não estivermos dispostos a passar por dificuldades em amor por Cristo, porque seríamos merecedores da vida eterna?

Se você está passando por dificuldades, tente afastar-se do problema. Tente visualizar esse momento de forma panorâmica, do ponto de vista de Deus. Ele pode estar te livrando de um sofrimento maior, ou ainda pode estar te colocando no caminho de pessoas que precisam conhecer o Seu amor. São tantas as possibilidades que sou incapaz de discriminar os pensamentos de Deus para as nossas vidas. Apenas tenha fé nEle, porque ainda que seus caminhos não sejam agradáveis para você, humanamente falando, se o plano de Deus estiver sendo executado através da sua vida você é bem-aventurado. 

Não pense que Deus se esqueceu de você, pois prometeu que o não esqueceria. Se nem tudo tem saído como você gostaria, localize-se no plano de Deus. Deixe o egoísmo, você não é o maior sofredor do mundo. Lembre-se que aquele que nunca pecou foi o que mais sofreu. Não desista de buscar a Deus, e de pedir que o mostre o seu sub-plano para sua vida. E nunca, NUNCA pare de perseguir o cumprimento do “plano B”.

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Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
Palavras da Bíblia Sagrada

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Prova de fogo

“Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei.
E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.” (Daniel 3:17-18)

Sadraque, Mesaque e Abednego eram jovens hebreus, levados à Babilônia como prisioneiros. Desde os primeiros momentos na nova terra já demonstravam ser diferentes, recusavam os manjares do rei e se alimentavam somente de legumes e água, apartavam-se do mal e mantinham as práticas aprendidas quando crianças. Aos poucos, esses rapazes foram se destacando dos demais, que tinham a mesma origem deles. Muitos hebreus foram com eles, porém a Bíblia somente cita Sadraque, Mesaque e Abednego (e Daniel) como sendo fiéis. 

Num certo tempo, o rei da Babilônia Nabucodonosor mandou construir uma estátua sua, de 30m de altura, para que todos os que viviam naquela o adorassem. Ao som dos instrumentos, todos deveriam se prostrar ante a imagem. Ocorre que, no mesmo instante que todos os instrumentos tocaram, todas as pessoas adoraram a imagem que o rei mandara construir, exceto 3 jovens hebreus. Ao ser informado do ocorrido, o rei se enfureceu e mandou que chamassem esses rapazes que ousavam desobedecer-lhe. Ao se deparar com Sadraque, Mesaque e Abednego, o rei informou que os instrumentos seriam tocados novamente e que eles teriam outra chance de adorarem a imagem construída, e se não adorassem seriam lançados numa fornalha de fogo ardente. Logo após a ameaça, questionou qual seria o Deus capaz de livrá-los de sua mão. Os jovens disseram que não necessitavam responder isso, mas que o Deus a quem serviam os livraria e que, ainda que não os livrasse, não adorariam aos deuses do rei e nem a sua imagem. 

Imagine estar na posição destes jovens. Longe de suas famílias, longe de sua terra, na presença do homem mais poderoso daquele lugar e que tinha o poder de jogá-los numa fornalha. Eles estavam realmente vivenciando uma prova de fogo. Porém, como visto, eles rejeitaram a “última chance” que Nabucodonosor lhes dera. Assim, foram jogados na fornalha e passeavam lá dentro, sem sofrer dano algum, e não somente os três, mas quatro homens - o quarto tinha aparência do Filho de Deus. Então o rei mandou que eles saíssem de lá, e fez com que eles prosperassem na terra da Babilônia. 

Esses três homens são verdadeiros exemplos para nós. Muitas vezes temos vergonha - ou medo - de manifestar nosso pensamento perante amigos ou desconhecidos, ficamos com receio de sermos socialmente excluídos por acreditar na Bíblia ou seguir os ensinamentos de Jesus Cristo. Que tipo de cristãos seremos se não propagarmos o evangelho? Covardes. Como seremos “merecedores” (entre aspas, pois somos salvos pela graça e não por merecimento) do Reino se não abrimos nossa boca para levar a palavra de Deus àqueles que ainda não O conhecem? Talvez você não seja daqueles que abordam pessoas nas ruas, ou daqueles que vão de porta em porta anunciando o Reino. Nem todos são. Mas se você não fizer diferença no meio de convívio, algo precisa mudar.

É como o sal que não salga. De nada serve, não tem proveito. Deus nos chamou para transformarmos vidas, assim como Cristo transformava. Temos que dar continuidade a essa obra. Sadraque, Mesaque e Abednego enfrentaram um rei, se opuseram a vontade deste para obedecer e agradar a Deus. E nós, o que temos feito? Mal abrimos mão de nossa vontade, que dirá resistir a uma ordem como esta. Pouco buscamos a Deus em oração ou nos alimentamos de Sua palavra, assim se torna difícil alcançar a autoridade e ousadia necessárias para enfrentar uma situação como essa.

Provas de fogo virão sobre nossa vida, e muito provavelmente não serão de tamanha gravidade como a enfrentada por aqueles jovens. Agora resta saber se estamos preparados para passar por elas sem sofrer dano. O segredo está na fé e na companhia da fornalha. Se Cristo estiver com você (e você com Ele), não se importe em ser jogado em fornalha, em cova de leões, ou qualquer coisa do tipo - Ele vai junto com você e, se quiser, o livra. Seja firme, posicione-se, não titubeie. Se Deus manda uma prova de fogo, enfrente-a, pois Ele é contigo. 

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Irmão é pra isso…

“Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.” (Eclesiastes 4:10)

Na época da Páscoa, o governador costumava soltar um preso, escolhendo o povo aquele que quisesse. Entregaram Jesus a Pilatos, como sendo um criminoso. Pilatos, porém, não queria condená-lo e viu na festa uma possibilidade de o livrar, pois sabia que o haviam entregado por inveja. Chamou Barrabás, um ladrão bem conhecido, e questionou ao povo a quem gostariam que fosse solto: Cristo ou Barrabás. Para sua surpresa o povo clamava para que libertasse Barrabás, e ao perguntar o que devia ser feito a Jesus, pediram que o crucificasse. Pilatos lavou as mãos diante do povo, que aceitou que o sangue de Cristo fosse cobrado de suas mãos.

Após ser açoitado, Jesus teve que carregar a cruz para o Calvário, que em hebraico se chama Gólgota, onde o crucificariam. Além do peso físico que causava sofrimento em Cristo, além dos ferimentos, além da coroa de espinhos, ainda teve de carregar nossos imundos e nojentos pecados, tudo estava sobre Ele. E foi num momento desse que perceberam que Jesus já não podia carregar a cruz sozinho, e tomaram um homem cireneu, chamado Simão, para que o auxiliasse a levar aquele instrumento de morte. Vale lembrar que, anteriormente à prisão, no Getsêmani, Jesus já havia pedido para que seus discípulos vigiassem com Ele em oração, pelo que sofreria. Em especial, tomou a Pedro, Tiago e João. 

Veja: Jesus, o Filho de Deus, enfrentou momentos difíceis em que precisou de auxílio. É claro que as nossas aflições não se comparam com aquilo que Ele teve que passar, porém a lição ficou. Não há quem possa carregar tudo sozinho. Somos um corpo, se uma parte está com dificuldades, todo o conjunto sofre. Temos de nos abrir, assim como quando nos metemos numa situação embaraçosa, e pedir ajuda. Sabe quando fazemos algo errado, quebramos algo que nossa mãe tem muita estima, ou cometemos um erro grave em casa? Eu sempre corri para os meus irmãos e pedi por socorro, pedia que me ajudassem a sair daquele embaraço.

Na trajetória de sua vida sempre haverá problemas, na minha também. E acredite, ninguém precisa aprender essa lição tanto quanto eu. Irmão é pra isso, Deus ensina na Sua palavra que devemos nos reunir por que juntos somos mais fortes. Se um cair, como diz o versículo citado, o outro levanta o seu companheiro. Mas se você estiver só, quem o ajudará. Não é possível sair de um buraco sem amparo. 

Portanto, esteja disposto a abrir seu coração na dificuldade. Não guarde seus problemas pois não somos super-homens, estamos sujeitos as aflições. Não se esqueça que até Jesus teve de ser auxiliado por seus irmãos, e em tudo Ele nos ensina. Sem dúvidas que, a partir do momento que começarmos a praticar esse ensinamento, chegaremos mais longe e não haverá quem possa nos resistir. Ame seus irmãos, ajude e seja ajudado, e que desse modo formemos um corpo, conforme o mandamento de Cristo. 

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Quando tentei entender tudo isso, achei muito difícil para mim,
até que entrei no santuário de Deus, e então compreendi o destino dos ímpios.
Palavras da Bíblia Sagrada